Diagnóstico precoce é fundamental no cancro do ovário
2010-07-16
As mulheres com cancro do ovário têm actualmente maiores probabilidades de sobreviver durante vários anos após o diagnóstico. Contudo, defendem os especialistas, é necessário um diagnóstico cada vez mais precoce, quando a probabilidade cura é maior, lê-se em comunicado de imprensa.
O índice de sobrevivência das mulheres com os tipos mais frequentes deste carcinoma, cinco anos depois do diagnóstico, é de 15 a 85%. Esta margem tão ampla reflecte diferenças na agressividade de certos cancros e nas diversas respostas imunológicas face ao cancro.
O tratamento da patologia consiste essencialmente na cirurgia e na quimioterapia, sendo que a terapêutica adequada e imediata e a detecção precoce levam ao prolongamento da sobrevida.
Aumento da sobrevivência
Actualmente no mercado português, a trabectedina é uma nova opção terapêutica, uma alternativa de segunda linha que atrasa a progressão da doença e permite um aumento em termos de sobrevivência de 6/7 meses.
“Esperamos que dentro de uns anos possamos usar a trabectedina das duas formas: em associação ou em monoterapia, pois actualmente está aprovada apenas como associação”, disse António Casado, especialista de Oncologia, sublinhando que este medicamento tem muito bons resultados e pouca toxicidade.
Também Pedro Santabárbara, director médico da PharmaMar, empresa pertencente ao Grupo Zeltia, partilha da mesma opinião, salientando um ensaio feito nos EUA e publicado no Clinical Journal of Oncology, em 2005, cujos resultados mostram uma taxa de resposta de 17%.
“É uma boa alternativa na medida em que a sobrevivência das doentes pode ser aumentada com qualidade de vida, tornando o cancro do ovário numa doença crónica”, afirmou Pedro Santabárbara, acrescentando que, “o medicamento não refere problemas de toxicidade orgânica – pulmões ou sistema nervoso – por isso pode ser administrado por longos períodos de tempo.”
Resposta ao tratamento
A resposta ao tratamento depende do grupo a que pertence a doente. De uma forma geral, segundo António Casado, é possível dividir as doentes nas refractárias, nas resistentes e nas quimio-sensíveis. As primeiras são as mais problemáticas, porque não respondem à quimioterapia inicial; as resistentes são aquelas que de alguma forma responderam à terapêutica e melhoraram, mas os benefícios do tratamento duram muito pouco tempo, e em menos de seis meses têm recaídas; por fim as quimio-sensíveis, que têm habitualmente um mau prognóstico, embora algumas possam viver anos, e por isso podem ser catalogadas de pacientes crónicas no sentido de que podem conviver durante alguns anos com a doença.
Estabilizar a doença ou aumentar a sobrevivência são dados importantes quando se fala de tratamento do cancro do ovário. Para Pedro Santabárbara, “o objectivo clássico da medicina é alargar a sobrevivência, se possível sem sintomas, com a doença controlada e com a menor toxicidade possível.”
António Casado considera que é tão importante estabilizar a doença quanto aumentar a sobrevivência, embora “se tivesse que optar por um só diria que a sobrevivência livre de progressão é muito importante.”
POP, 15 Julho 2010
Notícias
Fármaco da Allos aumenta sobrevida no cancro do pulmão
A Allos Therapeutics Inc disse que o seu fármaco oncológico aumentou...»»
Sunitinib pode aumentar a sobrevida no cancro do pulmão
O tratamento com sunitinib da Pfizer demonstrou, num ensaio...»»
Onyx apresenta dados “impressionantes” no mieloma múltiplo
Quase um quarto dos doentes com mieloma múltiplo que tinham deixado...»»










